Por conta da parceria que a Adega do Chamon tem com o melhor site de divulgação da cidade de Bento Gonçalves, Guia Bento, participei do lançamento dos vinhos da família Bertolini. Conhecida pelo trabalho empreendedor em diversos segmentos produtivos, em especial no setor moveleiro, a paixão pela uva e pelo vinho impulsionaram a família a este novo desafio. O arquiteto Gustavo Bertolini (foto esq.), que há tempo vinifica as uvas advindas das propriedades da família em Encruzilhada do Sul, uma nova e promissora região produtora de Vitis viníferas do Rio Grande do Sul, lança oficialmente os rótulos Bertolini à apreciação pelos amantes do vinho.


O evento, que ocorreu na loja de móveis planejados do Grupo, Evviva Bertolini, em Bento Gonçalves - RS, contou com a presença de amigos e enófilos. O belo espaço abrilhantou a noite, e com a chegada dos convidados, os vinhos e uma mesa de aperitivos foram servidos, em uma noite muito agradável. Acompanhado de Patrícia Boeira Lopes, responsável comercial do Site Guia Bento, fomos recebidos por Gustavo Bertolini.



Simbolizando a história de vida da família Berrtolini e a característica dos vinhos, os rótulos que compõem a linha Riserva de Famiglia são representados por uma ferramenta de trabalho: o Chardonay 2014, a tenaz; o corte de Merlot e Touriga Nacional, a balança; o Assemblage – um corte de Merlot, Touriga Nacional e Nebbiolo, o cadinho; e o varietal Teroldego, a bigorna.


Seguindo a filosofia de vinificação da vinícola Lídio Carraro, os vinhos não passam por barril de carvalho, com o intuito de manter “as características da uva e do terroir de Encruzilhada, sobretudo do solo, composto de rochas graníticas”, ressalta Gustavo Bertolini.


Sobre esta opção de vinificação, há tempo defendo que o uso do carvalho deve agregar complexidade a bons vinhos de guarda, e não se tornar a principal referência de aromas e sabores, o que ocorre em vários rótulos importados e nacionais. Apesar de possuírem corpo suficiente para estagiar em barricas, mesmo sem este processo, os vinhos Bertolini mostraram-se complexos.



O Teroldego 2012 é excelente, pois reproduz o que esperamos desta cultivar. Encorpado, persistente, taninos e acidez vivos e aromas de frutas negras com leve toque de ervas, harmoniza com pratos fortes e temperados. É colocar na taça e aproveitar o prazer que um vinho como este pode lhe oferecer.




Não foi a toa que deixei o Chardonnay 2014 por último, pois ele foi disparado a grande surpresa da noite. Primeiro a ser servido, tive que me esforçar para esquecê-lo ao avaliar os tintos, posteriormente. Disse a Gustavo que era difícil acreditar que este vinho não tinha passagem por barrica, dada a sua complexidade e estrutura. Cor amarelo palha intenso e límpido, bastante seco, acidez equilibrada, tem o frescor de vinhos jovens e a untuosidade dos brancos de guarda. Na boca se amplia e preenche, com longa persistência. Os aromas se multiplicam a frutas brancas e compotas, flores, amêndoas, nozes, ou conforme a aptidão do degustador: simplesmente maravilhoso.  


Parabenizo a família Bertolini e a vinícola Lídio Carraro por mais esta oportunidade de mostrarmos aos enófilos do Brasil e do mundo a excelente qualidade do vinho nacional.


Até nosso próximo encontro!!!