O amigo César Pretto fez o seu peculiar churrasco gaúcho, com a costela de boi sendo a protagonista, mas desta vez com uma paleta de ovelha fenomenal. Minha mãe, autêntica mineira, apresentou aos amigos gaúchos o feijão tropeiro (infelizmente faltou o torresmo pururucado, pois aqui não se encontra o toucinho das costas do porco com a pele). Estavam também presentes Fernanda, Maria, esposa do César, Rafael (filho) e a Mariana, noiva de Rafael. Para acompanhar a festa gastronômica levei um Vila Bari Gran Rosso 2006, de Porto Alegre – RS, um corte bordalês de Merlot, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon, vinficado ao estilo amarone. Como havia provado o exemplar 2005 na própria vinícola (ela será apresentada na Adega do Chamon), percebi que o 2006 apresenta aromas bastante baunilhados, lembrando a barrica de carvalho, resultante do apassivamento das uvas. enquanto que o 2005 tem a presença de frutas vermelhas e pretas. O vinho possui taninos redondos e boa acidez, demonstrando sua capacidade de amadurecimento, mas como todo Amarone (ou estilo amarone), com maior teor alcoólico e açúcar residual da própria uva, no meu entender, não é um vinho muito gastronômico (pratos preparados), sendo melhor degustado com queijos encorpados, antepastos, salaminhos, que equilibram o peso do vinho. É uma proposta diferente do proprietário Luis Barichello, um apaixonado pelos vinhos italianos.