A qualidade dos espumantes elaborados no Brasil é reconhecida por especialistas de todo o mundo, dadas as ótimas condições para a produção de uvas brancas como Chardonnay, Riesling e Sauvignon Blanc, e a tinta Pinot Noir, com equilíbrio em carboidratos e ácidos.


O último encontro da confraria I’Bei, de Bento Gonçalves, prestigiou estes vinhos brasileiros, acompanhados de canapés, saladas, risoto e filé, preparados pelo Chef Valnil, no restaurante Estrada Velha, em Bento Gonçalves.


Apesar de os confrades degustarem frequentemente os espumantes da região, o organizador do evento, Rodrigo Pierozan, reuniu exemplares inusitados, muitos desconhecidos por mim e, acredito, por alguns dos amigos. Como era de se esperar, a qualidade é excepcional. Todos os exemplares foram vinificados pelo Método Tradicional, Champegnoise, técnica desenvolvida há séculos em Champagne, França, em que a segunda fermentação na garrafa torna possível o contato direto do líquido com as leveduras (batonagem). Estas, ao morrerem com o fim dos açúcares, sofrem autólise e repassam compostos ao produto, sobretudo manoproteínas, que atuam como antioxidantes e agregam complexidade aos aromas e sabores.



Ao fim do jantar, para acompanhar o filé, dois Cabernet Sauvignon foram servidos, o 2012 Aurora Reserva Millésime e o Villa Lobos 2011, homenagem da Casa Valduga ao compositor brasileiro.



A Confraria I’Bei congrega amigos de infância e familiares, que há alguns anos decidiram unir a amizade à paixão por vinhos e espumantes. Tenho a honra de ser o único confrade não gaúcho e amigo recente, pelo que sou muito grato pela consideração com que todos me tratam. Que venha mais um ano com muitas degustações, amizade e paz.


Até nosso próximo encontro!!!