A cantina da pousada Cadi Vale, no Vale dos Vinhedos, recebeu o primeiro encontro da confraria I’ Bei de 2017. Pousada aconchegante, na qual sempre me hospedava antes de vir morar em Bento Gonçalves, foi inspiração para a  degustação de 11 exemplares brasileiros de Cabernet Sauvignon.


Variedade de ciclo tardio, que brota e matura após a maioria das demais cultivares, é questionada no meio enológico sobre a viabilidade de se cultivá-la no Brasil. Não entrarei neste debate, mas ressalto que, em anos de bom clima ao longo do ciclo produtivo, as diferentes regiões produtoras brasileiras oferecem uma Cabernet Sauvignon de excelente qualidade para a elaboração de excelentes vinhos.


Foram degustados vinhos de dez vinícolas, de safras e características diferentes: complexos e de guarda; ligeiros e leves; amadeirados e com baixa acidez; e clássicos, sem madeira e com boa estrutura. Esta diversidade demonstra a capacidade da vitivinicultura brasileira elaborar Cabernet Sauvignon que atendam a paladares e bolsos distintos.


Como de costume, a primeira parte da degustação é reservada, teoricamente, aos vinhos mais complexos, os quais são degustados com uma entrada como acompanhamento. Posteriormente, durante o jantar, os demais exemplares são servidos. Independente do momento de sua degustação, todos os vinhos escolhidos têm a sua qualidade avaliada anteriormente.  


O jantar, preparado pelo vizinho e amigo Roberto Sberse, foi composto de salada, massa à carbonara e churrasco de picanha, chapéu de bispo e vazio. As sobremesas, pudim de leite com leite condensado e torta de maçã, foram preparadas pela minha mãe, a dona Boneca.


Bons amigos, um lugar inspirador, ótimos vinhos e comidas; uma perfeita noite para degustar e celebrar a vida.