Fiz uma moqueca capixaba para reunir alguns amigos, e o resultado foi a degustação de bons exemplares de vinhos e espumantes nacionais, de vinícolas, safras e uvas variadas; uma verdadeira festa enogastronômica. O local foi a garagem da casa do casal Fabiana e Beto Sberse, que mais parece uma cozinha industrial, e estavam presentes, além dos anfitriões e suas filhas Nicole e Gabriela, minha mãe Edna (a Boneca), Fernanda Alves, Lemir Sberse e seu filho Marco Antônio, César Luis Pretto e sua esposa Maria Pretto, Vagner Sartori e Cibele Sartori e Vilmar Bettú. Um fato interessante e contrário às regras do vinho acontece quando faço as moquecas; enquanto a iguaria está sendo preparada, degustamos os vinhos tintos, e ao servir a moqueca, os brancos são abertos, pois estes se adequam ao prato.




Oferecido por César Pretto, este Merlot da Casa Valduga 1997 estava simplesmente fantástico. Aroma complexo que variava do caramelo à especiariais como pimenta do reino e cravo. Taninos leves, mas ainda presentes, e uma acidez perfeita, que mostrava que o vinho estava em perfeito estado, com grande frescor e persistência. Ainda se mantinha uma coloração rubi, muito bonita. Encantou a todos, e confirma a capacidade de guarda dos vinhos nacionais.







Somente com o código de identificação, o Chardonay 2014 Bettú impressionou a todos. Cor amarelo ouro, aromas de frutas cítricas maduras e flores, bastante encorpado, com acidez presente e fim de boca persistência. Dentre os comentários valorizando o vinho ressalto o do amigo Lemir Sberse: “Douglas, não entendo muito de vinho não...mas isto é bom, é bom demais, meu Deus”.