Com esta máxima, a Maison Dachery se apresenta ao público.

Publicação: 23/08/2018

Ao contrário das vinícolas que mostramos até o momento aqui no blog, de produtores descendentes de italianos, tenho o prazer de apresentar aos amigos/leitores da Adega do Chamon os vinhos da família Dachery, descendente de franceses, e o trabalho de Roberto Dachery, enólogo há mais de duas décadas, que elabora seus vinhos com estilo clássico, com o intuito de deixá – los envelhecer para atingir a elegância e complexidade que se espera de um grande vinho.


A estrutura produtiva da vinícola, fica em Farroupilha - RS, mas a empresa não tem área de recepção e degustação, e ainda não possui uma rede de distribuição comercial de seus vinhos, sendo a sua venda direcionada a clientes que conhecem o seu produto. O objetivo dos responsáveis, sobretudo da enóloga Caroline Dachery, parceira do seu pai e enólogo Roberto Dachery, é ampliar a visibilidade da vinícola, aumentando as vendas.


Somente agora Dachery oferta ao mercado sua primeira safra, 2005, vinhos de elevada qualidade e envelhecidos, enquanto as demais alcançam a maturação necessária.




Os Vinhos


Antes de qualquer outra informação, é importante ressaltar que os vinhos da Maison Dachery não estagiam em barrica de carvalho.


Pela legislação brasileira os vinhos são classificados como varietal (75% de uma cultivar) ou corte, quando uma ou mais uvas superam o percentual de 25% no vinho principal. Obviamente, os cortes são reflexos dos varietais, recebendo as características mais marcantes de cada um. Nos vinhos da Maison Dachery que apresento agora aos leitores aqui do blog, esta máxima é totalmente verdadeira.


O exemplar Cabernet Sauvignon é o varietal mais macio entre os três (Merlot e Tannat), com taninos polimerizados, prontos, e acidez leve, e transfere esta maciez para os cortes em que participa com maior quantidade: Dachery Raimundo e Cuvée Historique.


Os varietais Merlot e Tannat apresentam taninos e ácidos vivos, estruturados, gastronômicos e com maior capacidade de guarda, deixando os cortes nos quais participam com maior complexidade e estrutura. A coloração dos vinhos em geral é rubi (granada) resultante da polimerização das antocianas na garrafa, com maior intensidade nos vinhos Merlot, Tannat e seus cortes, e menor intensidade na Cabernet Sauvignon e seus cortes.


Em termos de complexidade de aromas e sabores, avalio o Merlot, o Tannat e seus cortes mais complexos, com frutas negras e secas, azeitona preta, mentolado surgindo ao longo da degustação. O Cabernet Sauvignon e os cortes em que participa, apresentam características láticas no aroma e na boca, leve cogumelo e terroso, ideais para pessoas que preferem vinhos mais leves.


Entretanto, apesar das diferenças ressaltadas, todos estão prontos para se degustar, mesclando características jovens com o envelhecimento.


Os vinhos com a Cabernet Sauvignon, degustaria com pratos mais leves, e os compostos pela Merlot e Tannat, pratos condimentados e fortes.

Todos os vinhos podem ser aerados/oxigenados para ampliação de sua complexidade de aromas e sabores, assim como a decantação de possíveis resíduos sólidos provenientes da polimerização de polifenóis e salinificação e redução de ácidos.


Composição dos cortes:


· DACHERY RAIMUNDO : Variedades: 70% Cabernet Sauvignon e 30% Merlot
· DACHERY CUVEÉ HISTÓRIQUE: Variedades: 70% Cabernet Sauvignon e 30% Tannat
· DACHERY TERROIR SERRA GAÚCHA: Variedades: 30% Cabernet Sauvignon, 30% Cabernet Franc e 40% Merlot
· DACHERY MILLÉSIME: 25% de cada variedade: Cabernet Sauvignon e Franc, Merlot e Tannat · DACHERY VIRTUOSO: Variedades: 30% Cabernet Sauvignon, 30% Merlot e 40% Tannat



Meus amigos, estes vinhos foram apresentados aos confrades do Clube de Compras Coletivas da Adega do Chamon no mês de agosto/2018. Foram compradas 170 caixas. Um sucesso absoluto!


Parabéns a família Dachery pelo belíssimo trabalho. Vinhos para celebrar a qualidade da vitivinicultura brasileira.


Até o próximo encontro!!