Degustação: junho/2018

Assumo que não sou fã do vinho francês Beaujolais Nouveau, excessivamente leves e ligeiros (para meu paladar, é claro). Primeiro Gamay brasileiro que eu provei, e com as características do francês em minha mente, não esperava que o vinho fosse me surpreender, mas felizmente aconteceu o contrário. E insisto que a boa impressão não aconteceu por ser um exemplar brasileiro, mas pela qualidade do vinho em si.


Trata de um vinho leve, claro, característica da Gamay, entretanto, longe de ser ligeiro, com ótima acidez e presença em boca, o que me impressionou ao longo de toda a degustação. Os taninos macios, como se esperava, mas presentes, e persistência muito positiva em boca para um Gamay. Coloração rosa leve, bem clara (sem maquiagem, respeitando a cultivar que não possui grande concentração de antocianas), e aromas de flores e frutas vermelhas (em especial morango e framboesa, como se fosse um bom rosé). Recomendo a prova, por ser uma cultivar difícil de se encontrar no Brasil, pela sua excelente qualidade.