Degustação em Março/2018

Das cultivares Sangiovese e Pinot Noir, o grande desafio de se elaborar um espumante com uvas tintas é a menor acidez em relação às brancas. O segredo é buscar uvas com maturação não completa, com maior acidez e graduação de carboidratos baixa. Com relação aos taninos ainda verdes desta uva menos madura, estes não devem ser incorporados ao mosto, por isso a maceração deve ser curta, visto que por serem solúveis em álcool, são mais extraídos das cascas a partir da metade da fermentação alcoólica. Entretanto, mesmo com estes cuidados, o ataque ácido e o frescor dos espumantes tintos são menores do que os brancos, tendo como pontos altos a leveza, aromas e sabores de frutas vermelhas. É eclético em termos de harmonização, mas eu o degustaria com carnes vermelhas e até feijoada (gosto de feijoada com espumantes brancos com maior acidez e frescor, mas arriscaria este tinto). Para quem nunca degustou, merece provar.