Parabenizo os responsáveis pelo vinho catarinense, proprietários de vinícolas, enólogos e instituições, pela realização da 4ª Vindima de Altitude 2017, que culminou com uma exposição de vinhos e espumantes de diversas vinícolas, na cidade de São Joaquim. Tive a oportunidade de participar e ampliar o meu conhecimento sobre os vinhos do estado.


Possuidor de um terroir característico, com solo pedregoso, grande intensidade de frio ao longo do ciclo produtivo, baixa precipitação pluviométrica no período de maturação das uvas e boa incidência solar, geram uvas de excelente qualidade pela baixa produtividade e ótimas maturações de carboidratos, polifenóis e ácidos, que garantem corpo, estrutura e complexidade. As maiores dificuldades de sua viticultura são chuvas de granizo e a possibilidade de ocorrência de geadas tardias (setembro a novembro) nos períodos de floração e brotação, ou precoces, em março e abril, no período da colheita. Para se proteger destes problemas, a escolha do local para a implantação do vinhedo e a cobertura dos parreirais são alternativas, porém, nesta última, o alto valor de investimento dificulta sua implantação.


A estrutura produtiva das vinícolas catarinense impressiona. Em sua maioria empresas de pequeno porte, são construídas com grande esmero em arquitetura e tecnologia, unindo beleza a uma vinificação competente, à altura da qualidade das uvas que colhem (a apresentação de algumas vinícolas que visitei, será tópico de uma próxima matéria).


A Exposição e os Rótulos Degustados


Realizada no aconchegante clube Astréa em São Joaquim, as vinícolas colocaram à disposição do público dezenas de rótulos de vinhos e espumantes, acompanhados por uma requintada apresentação musical de jazz e MPB.


Com uma bem pensada forma de pagamento, os interessados compravam 10 (dez tickets) por R$50,00, o que lhes dava direito a uma taça e à degustação de dez vinhos diferentes, tornando o evento barato e evitando o excesso de ingestão de álcool, comum nos eventos em que se paga caro por degustação livre. No meu caso, os dez rótulos foram mais do que suficientes para mim e para minha mãe, dona Boneca.


Apesar de adorar brancos e rosés, focamos as degustações nos tintos, em maior número e diversidade de uvas, desde as clássicas francesas, às italianas sangiovese e montepulciano e muitos cortes. Abreu e Garcia, Leone di Venezia, Perico, Sanjo, Thera, D’alture, Urupema, Villaggio Grando, Villagio Bassetti, Villa Francioni, Suzin, Hiragami, Quinta da Neve e Monte Aguado, encantaram o público com produtos de excelente qualidade, num momento de descontração, confraternização e valorização do vinho e do espumante nacional.


A movimentação de pessoas, a forte iluminação e a degustação em pé dificultaram a tirada de boas fotos, mas acredito que serão capazes para dar uma ideia de como foi esta festa enológica.


*Clique na imagem para ampliá-la.


Um brinde a todos, e parabéns ao vinho e ao espumante Catarinense.


Até nosso próximo encontro!!!