Tive a honra de ser convidado pelo presidente da confraria In Vino Veritas, de Bento Gonçalves, Marcos Valduga, proprietário da vinícola Don Cândido, para a reunião que se realizou na vinícola Peculiare, situada no Vale dos Vinhedos – RS, do enólogo Ronaldo Zorzi. Considerada a capital brasileira do vinho, nada mais natural a existência de dezenas de confrarias de vinho e espumante, comumente compostas por enólogos, donos de vinícolas e enófilos. Bento Gonçalves também é destaque por sediar três confrarias femininas, AMAVI – Associação das Amigas do Vinho, todas com grande númer de participantes.


                           


A confraria In Vino Veritas é uma das mais antigas e tradicionais da cidade, e tem como foco realizar seus encontros nas vinícolas, com o intuito de se conhecer os produtos e valorizar o trabalho dos vitivinicultores. Nesta noite revi amigos e fiz muitos outros, sendo recebido com o carinho e respeito que marcam a hospitalidade do povo gaúcho.


Sobre a Peculiare, escolhida para o encontro, a qualidade dos seus vinhos e espumantes é resultado do trabalho de um dos mais competentes enólogos brasileiros, Ronaldo Zorzi, que além de elaborar seus produtos, presta assessoria a outras vinícolas, repassando o seu conhecimento na valorização do vinho nacional.


Ao chegarem os primeiros confrades, junto dos quais eu me encontrava, Ronaldo nos serviu um espumante sem rótulo da safra 2005, fora da programação, para darmos nosso parecer.Um começo em alto estilo, com um produto untuoso, saboroso e complexo, após 12 anos em contato com as leveduras. Um pequeno lote guardado de um produto vendido há alguns anos.



Ao chegarem os primeiros confrades, junto dos quais eu me encontrava, Ronaldo nos serviu um espumante sem rótulo da safra 2005, fora da programação, para darmos nosso parecer.Um começo em alto estilo, com um produto untuoso, saboroso e complexo, após 12 anos em contato com as leveduras. Um pequeno lote guardado de um produto vendido há alguns anos.



Ao subirmos para o andar superior, no qual Ronaldo construiu um belo restaurante em madeira, a Osteria Del Valle, fomos recepcionados pelo chef Álvaro da Silva e seu irmão, o sommelier Adriano da Silva, responsáveis pelo delicioso cardápio, composto de uma entrada com pães finos e antepastos, salada, massa, cordeiro e sobremesa, todos harmonizados comum exemplar Peculiare. O primeiro espumante Brut elaborado pelo método tradicional, com estágio de 6 meses com a levedura, era macio e refrescante, saboroso, perfeito para o primeiro momento de descontração e bate papo entre os confrades.



Ao tomarmos acento às duas grandes mesas, o segundo espumante foi o Brut Donna com 30meses de contato com a levedura, surpreendente desde o primeiro momento, com perlage fino e persistente, coloração amarelo palha intensa, aromas de pão, fermento, amêndoas e frutas secas. No paladar maciez e frescor, acompanhando de grande untuosidade,confirmando a presença de mano proteínas que compõem a parede celular das leveduras.



Com a massa foi oferecido o Rosé de Cabernet Sauvignon, com aromas de frutas vermelhas, de corpo leve, taninos macios e acidez equilibrada, versátil, pois se encaixa em dias quentes na praia com fruto do mar (a baixa presença de taninos não entrariam em contradição com o iododa comida), ou em uma noite relativamente fria como aquela. Servido muito frio, foi aos poucos mostrando suas características, com a elevação da temperatura na taça.



Para acompanhar o último prato de risoto e cordeiro, um dos ícones da Peculiare, o Gran Reserva Ancellotta 2007, casta italiana que exige competência do enólogo em sua vinificação,dada a sua grande concentração de taninos e ácidos, e sobretudo, paciência para esperar o seu envelhecimento, que resultará em um vinho redondo e complexo. Em seu décimo ano está excelente, macio e saboroso, harmonizando perfeitamente com o prato. Coloração rubi intensa, no aroma a madeira se sobressai mais do que eu gostaria, mas não tira a complexidade do vinho, que ainda tem grande capacidade de guarda. Servido corretamente num decanter, penso que deve ser aerado por algumas horas antes do serviço.



A sobremesa teve o acompanhamento do Moscatel, espumante elaborado pelo método Asti,comumente da uva Moscato Branco, que alcança grande qualidade em toda a Serra Gaúcha.Por ter concentração de açúcar residual mais elevada, pela interrupção da fermentação, não émeu estilo de bebida, assim, preferi reeditar o primeiro espumante Brut, leve e refrescante,com a sobremesa. Perfeita combinação.


Finalizo agradecendo ao presidente Marcos Valduga pelo convite, a todos os membros da InVino Veritas pela acolhida, e aos anfitriões por pratos, espumantes e vinhos excelentes.


Aos leitores da Adega do Chamon um grande abraço, e até nosso próximo encontro !!!



Finalizo agradecendo ao presidente Marcos Valduga pelo convite, a todos os membros da InVino Veritas pela acolhida, e aos anfitriões por pratos, espumantes e vinhos excelentes.


Aos leitores da Adega do Chamon um grande abraço, e até nosso próximo encontro !!!