Degustação: Março/2018

De uma linha reserva deve se esperar vinhos de maior qualidade, que realmente expressa o estilo de vinificação do enólogo, e isto acontece também na Dom Cândido. Apesar de todos os vinhos passarem por barrica, fica claro que o enólogo Daniel de Páris, pretende que a madeira seja um complemento do vinho, não o domine. E isto é o que defendo sobre o uso da madeira no vinho, em especial nos brancos, mas Daniel sabe usar a madeira com sabedoria, e mesmo para quem não é adepto de vinho branco com madeira, talvez devesse  experimentar este Chardonnay, pois é muito bom.

 

Macio e complexo, há equilíbrio interessante com os aromas e sabores da fruta e da vinificação; maçã e abacaxi maduros, com uma leve baunilha e tostado. De uva com boa maturação, no paladar acidez não é tão potente como nos brancos de maior frescor, mas na medida para evitar que se torne enjoativo, ajudada pelos taninos da madeira; é o meio termo do Chardonnay adocicado e sem acidez sul americano, do Chardonnay mais ácido e cítrico. Harmoniza com pratos mais complexos e menos ácidos (não é tão perfeito para a moqueca capixaba), tipo um salmão ou truta ao molho de amêndoas ou alcaparras.